(MAIS UM) DIA DOS NAMORADOS SOZINHA

June 12, 2019

Já é o sexto consecutivo (não que eu esteja contando). Mas, vamos lá, em oito anos de namoro foi apenas um que passei acompanhada – a data coincide com o aniversário do meu ex-cunhado, que sempre me vencia na disputa pela presença do meu ex, naturalmente. E digo naturalmente porque entendo: família em primeiro lugar. Ele estava mais do que certo: o nosso namoro acabou, mas os laços de sangue são eternos.

 

Assim como muitas amizades. Dizem que os amigos são a família que nos permitem escolher. Eu não poderia concordar mais. Há 13 anos moro longe da minha família (a de sangue), e há seis estou solteira. Agora, pergunta se eu me sinto sozinha? Jamais! Em todo esse tempo criei uma nova família, escolhida a dedo. Posso passar (mais um) dia dos namorados sem acompanhante, mas solitária, não mesmo! E, de qualquer forma, mesmo quando namorava passava quase sempre sozinha.

 

Ano passado, nesta mesma data, eu estava embarcando para o que viria a ser a melhor viagem da minha vida: os três meses que passei morando na Itália. Eu estava indo sozinha, mas sentei na poltrona do avião ao lado de um cara super bacana, que estava viajando sozinho como eu. Foi uma amizade breve – durou o tempo do voo – mas poupou cada um de nós de não apenas viajar sozinho, como de passar o dia dos namorados solitários. Ah, essas amizades passageiras que começam e terminam num piscar de olhos, mas que são um colírio para a alma. Sempre nos fazem enxergar algo de maneira diferente.

 

Os planos para este ano? Ué, são apelar para a minha família adotiva: reunir algumas amigas para comer e beber vinho. Um boy até que cairia bem, mas, sinceramente, acho que me divirto mais com elas que com qualquer outra pessoa. O que não está nos meus planos? Ficar esperando receber uma mensagem carinhosa que nunca chega; preparar o jantar e esperar a pessoa voltar do trabalho – e descobrir, com tudo pronto, que ela irá chegar mais tarde que o usual; abrir um vinho e escutar que o outro não está a fim de beber; ficar lavando a louça enquanto ele fica sentado no sofá; colocar uma lingerie diferente e a outra pessoa nem reparar; acender velas apenas para gastar a cera. Não está nos planos me chatear por não ser correspondida.

 

Porque estar solteira é isso: a gente sente falta da parte boa dos relacionamentos - da paixão, do carinho, da cumplicidade, do companheirismo; mas abre mão de qualquer relacionamento que seja ruim: que não seja recíproco, sincero, profundo e amoroso. Antes só do que mal acompanhada, já diriam os mais velhos. Mais uma máxima com a qual eu não poderia concordar mais. E, honestamente, a maior parte da parte boa dos relacionamentos eu encontro em minhas amizades. Aquela parte que não encontro, é assunto para outra conversa ;)

 

 

(One More) Valentine's Day Alone

 

It's already the sixth straight (not that I'm counting). But, come on, in eight years of dating was just one I spent together - the date coincides with the birthday of my ex-brother-in-law, who always won me in the race for the presence of my ex, naturally. And I say naturally because I understand: family in the first place. He was more than right: our relationship is over, but the blood ties are eternal.

 

Just like many friendships. They say that friends are the family we are allowed to choose. I could not agree more. For 13 years I've been living far away from my (blood) family, and I've been single for six years. Now, ask me if I feel alone? Never! In all this time I have created a new family, chosen by hand. I can spend (one more) Valentine's Day without companion, but lonely, not at all! And, anyway, even when I was dating I often spent the date alone.

 

Last year, on this same date, I was embarking on what would become the best trip of my life: the three months I spent living in Italy. I was going by myself, but I sat in the airplane next to a super nice guy, who was traveling alone like me. It was a brief friendship - it lasted the time of the flight - but it spared each one of us of not only traveling alone, as of spending the Valentine´s day solitary. Oh, these transitory friendships that begin and end in the blink of an eye, but which are a soul-wash. They always make us see something differently.

 

Plans for this year´s? Well, appeal to my adoptive family: to gather some friends to eat and drink wine. A boy would even look good, but honestly, I think I have more fun with them than anyone else. What is not in my plans? Stay waiting to receive a loving message that never arrives; prepare dinner and wait for the person to return from work - and find out, with all ready, that he will arrive later than usual; open a wine and listen that the other is not in the mood for drinking; wash the dishes while he sits on the sofa; put on a different lingerie and the other person does not even notice; light candles just to waste the wax. It is not in my plans to be sad for not being reciprocal. 

 

Because being single is this: we miss the good part of relationships - the passion, the caring, the complicity, the fellowship; but we give up any relationship that is bad: that is not reciprocal, sincere, deep and loving. The elders would say “better alone than badly accompanied. Another maxim with which I could not agree more. And honestly, most of the good part of the relationships I find in my friendships. That part that I cannot find is a subject for another conversation ;)

 

PS: We don´t celebrate Valentine´s Day in Brazil, but sort of a Couple´s day in June 12th. I used Valentine´s Day just to be easier to understand the idea of the celebration, but the date is another.

 

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